Ratinho Junior desiste da corrida presidencial
Ratinho Junior (PSD-PR) surpreende ao abandonar pré-candidatura à Presidência. Decisão foi influenciada por pressão familiar, risco político no Paraná e baixa viabilidade eleitoral. PSD agora decide entre Caiado e Leite.
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O governador Ratinho Junior (PSD-PR) surpreendeu até os aliados mais próximos ao anunciar a desistência da pré-candidatura à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (23).
Em comunicado, o governador afirmou que tomou a decisão na noite de domingo (22/3), após conversa com sua família, e que avisou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda.
O que diz a nota oficial
A nota afirma que Ratinho Junior está convicto de que deve manter o compromisso selado com os paranaenses e que não pode interromper o projeto de gestão no estado. Após o término do mandato, ele pretende retornar ao setor privado e assumir a presidência do Grupo Massa de Comunicação, fundado por seu pai, o apresentador Ratinho do SBT.
A surpresa dos aliados
A decisão vai na contramão do que o próprio Ratinho vinha falando nas últimas semanas, de que se desincompatibilizaria do cargo de governador até a data limite de 4 de abril. Os deputados estaduais da base de apoio foram pegos completamente de surpresa. Nesta segunda-feira, os parlamentares almoçaram com o governador no Palácio Iguaçu justamente para se despedir dele, com clima de euforia pela expectativa do lançamento da candidatura na quarta-feira (25).
Um aliado considerado importante, que esteve com o governador nos últimos dias para tratar justamente da pré-candidatura ao Planalto, relatou à CNN que não havia qualquer indicação de que o movimento seria feito neste momento. A avaliação é de que a decisão foi comunicada de forma repentina, sem construção prévia junto ao entorno político.
Por que ele desistiu?
Nos bastidores, a decisão foi influenciada por três fatores principais: pressão familiar, avaliação de risco político no Paraná e baixa viabilidade eleitoral no cenário nacional.
Sobre a pressão familiar: o apresentador Ratinho já teria se posicionado contrário ao plano presidencial e aconselhado o filho a manter o foco na sucessão do grupo político no Palácio Iguaçu.
Sobre o cenário nacional: a avaliação de aliados é de que a polarização, em vez de arrefecer, se acirrou com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal opositor de Lula (PT), dificultando a viabilidade de uma terceira via.
Sobre o Paraná: a decisão também foi influenciada pelo cenário político no estado, especialmente após o apoio de Flávio Bolsonaro ao pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, que se filia ao PL nesta terça-feira (24).
A desistência ocorre em meio a polêmicas nacionais e desgastes promovidos por bolsonaristas nas redes sociais do governador. Entre as controvérsias, falas do apresentador Ratinho contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) geraram reação pública e ampliaram a associação do entorno familiar do governador a tensões políticas.
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ENTRAR NO GRUPO DO WHATSAPPConsequências para o PSD
Com a desistência de Ratinho, o PSD agora decidirá entre os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) para a candidatura presidencial.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é agora o favorito no partido para a disputa. Segundo interlocutores da legenda, o processo segue formalmente com dois nomes, mas a avaliação predominante é de que o goiano larga em vantagem. O prazo para o anúncio oficial do candidato deve ocorrer ainda no mês de março.
O que vem a seguir para Ratinho Junior
O entendimento dos aliados é de que o líder paranaense deve assumir o comando das articulações para a sucessão no governo do Paraná, assim como ocorreu na vitória do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD-PR), nas eleições de 2024. Ao permanecer no cargo, ele também poderá se contrapor ao avanço da candidatura de Sergio Moro ao governo do estado, apoiado por Flávio Bolsonaro e pelo PL.
Leia a nota na completa:
“O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23.
Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná.
Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil.
O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
Eleito com quase 70% dos votos válidos em 2022, Ratinho permanecerá pautando a sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, ao defender um estado menor e mais eficiente, que tem a educação como instrumento para melhorar a vida de jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces do Estado Democrático de Direito.
Carlos Massa Ratinho Júnior nasceu numa família humilde em Jandaia do Sul. Mudou para Curitiba ainda criança, onde o pai chegou desempregado na década de 80. A trajetória simples do governador permitiu que ele jamais fosse contaminado pelas benesses do Poder.
Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Júnior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.”
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