Trump pretende encerrar guerra sem reabrir Estreito de Ormuz
O presidente americano avalia que operação no Estreito prolongaria a guerra além do prazo prometido de quatro a seis semanas. Enquanto isso, Irã dispara mísseis contra Israel.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado, deixando para uma data posterior qualquer operação destinada a reabri-lo. A informação é com base em declarações de autoridades do governo americano.
Trump e sua equipe concluíram que uma operação para forçar a reabertura da rota marítima — responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo e gás mundiais — prolongaria o conflito além do prazo de quatro a seis semanas que o próprio presidente havia prometido publicamente.
Em vez disso, Trump teria decidido que os EUA devem focar nos objetivos centrais da guerra: enfraquecer a marinha iraniana, reduzir o arsenal de mísseis de Teerã e diminuir as hostilidades, pressionando o Irã a reabrir voluntariamente o fluxo comercial. Caso essa tática fracasse, o presidente planeja pressionar aliados europeus e do Golfo Pérsico a assumirem a responsabilidade pela reabertura do estreito.
Mais cedo na segunda-feira (30), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, abriu a possibilidade de que Trump possa pedir aos países árabes que paguem parte dos custos da guerra contra o Irã, afirmando que as negociações com Teerã estão "progredindo bem". Ela ressaltou ainda que as declarações públicas do Irã diferem do que o país comunica em conversas privadas com autoridades americanas.
Em paralelo ao tom conciliatório nos bastidores, Trump manteve a pressão pública: em publicação na rede Truth Social, o presidente ameaçou destruir usinas de energia e poços de petróleo iranianos — incluindo a estratégica Ilha Kharg — caso Ormuz não seja aberto. O prazo estabelecido publicamente é 6 de abril.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores declarou que o país não irá bloquear completamente o Estreito, mas passará a controlar a circulação de navios — exigindo autorização prévia de órgãos militares e proibindo a passagem de embarcações "hostis", incluindo americanas e israelenses. Teerã classificou as propostas de paz dos EUA como "irrealistas" e negou ter realizado negociações diretas com Washington.
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ENTRAR NO GRUPO DO WHATSAPPO conflito teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando Israel e os Estados Unidos lançaram um ataque conjunto e coordenado contra múltiplos alvos estratégicos no território iraniano — batizado de Operação Leão Rugidor por Israel e Operação Fúria Épica pelo Pentágono. A ofensiva incluiu o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, desferindo um golpe sem precedentes à estrutura de poder da República Islâmica. A ação foi justificada por Washington e Tel Aviv como resposta às ameaças nucleares e ao apoio iraniano a grupos armados na região.
Nos dias seguintes, os EUA intensificaram os bombardeios sobre instalações militares, bases de mísseis e estaleiros da marinha iraniana ao longo do Golfo Pérsico. Israel coordenou ataques simultâneos contra depósitos de armas e infraestrutura de comando. O Irã respondeu com ondas de mísseis balísticos disparados contra bases americanas no Oriente Médio e contra território israelense, causando baixas e danos significativos.
Ainda nos primeiros dias do conflito, como retaliação imediata aos ataques ocidentais, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para navios "hostis" — efetivamente bloqueando uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Por esse corredor estreito de apenas 33 km em seu ponto mais estreito, passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumido no mundo.
A medida provocou colapso imediato nos mercados de energia globais. O preço do barril de petróleo disparou 57% ao longo do mês de março — o maior salto mensal desde 1988 —, pressionando economias de países importadores e gerando temores de recessão global. Navios comerciais passaram a desviar rotas pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, aumentando drasticamente o tempo e o custo dos fretes. Turquia, Egito e Arábia Saudita iniciaram mediações com o Irã, no Paquistão, em busca de um acordo para restaurar a passagem.
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