Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

A decisão foi comunicada à embaixada brasileira em Roma e marca um passo decisivo no processo de retorno da parlamentar ao país, onde responde por condenações que somam mais de 15 anos de prisão.

Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil
Zambelli foi condenada a 15 anos de prisão em regime fechado.
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A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi comunicada à embaixada brasileira em Roma e marca um passo decisivo no processo de retorno da parlamentar ao país, onde responde por condenações que somam mais de 15 anos de prisão.


Os crimes de Zambelli

Zambelli acumula uma condenação definitiva de 15 anos em regime fechado pelo Supremo Tribunal Federal. A mais grave, por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Ela foi considerada a autora intelectual do ataque, executado pelo hacker Walter Delgatti com o objetivo de emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Delgatti confirmou ter agido a seu mando e também foi condenado, a 8 anos e 3 meses. Juntos, os dois foram obrigados a pagar R$ 2 milhões em danos coletivos.



A segunda condenação, de 5 anos e 3 meses, remonta a outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo nas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão durante ato político. O STF a condenou por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, por 9 votos a 2, com relatoria do ministro Gilmar Mendes.


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A fuga e a prisão na Itália

Antes que os recursos se esgotassem no Brasil, Zambelli deixou o país em maio de 2025, primeiro com destino aos Estados Unidos e depois à Itália. O ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva e solicitou sua inclusão na lista vermelha da Interpol, tornando-a foragida internacional. Ela foi localizada e presa em 29 de julho de 2025, em um apartamento em Roma, por determinação da Corte de Apelação local, que identificou risco concreto de nova fuga. Em dezembro do mesmo ano, em movimento considerado estratégico, Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal para evitar a cassação já determinada pelo STF — medida que, no entanto, não alterou em nada as condenações criminais.


O que acontece agora?

A extradição ainda não está concluída. Pela legislação italiana, a palavra final pertence ao ministro da Justiça, Carlo Nordio, que pode confirmar ou rejeitar a decisão judicial. Caso não se manifeste dentro do prazo legal, Zambelli poderá ser colocada em liberdade. Após a autorização definitiva, o prazo para entrega ao Brasil é de até 15 dias, prorrogável por mais 20 em casos justificados.


A defesa já sinalizou que pretende recorrer à Corte de Apelação italiana, mas os trâmites de extradição seguem protocolos rígidos de cooperação internacional, o que limita o alcance dos recursos. Se retornar ao Brasil, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, unidade de segurança média, conforme despacho do ministro Alexandre de Moraes de dezembro passado.