Irã desmente declarações do Donald Trump, que afirmou ter conduzido conversas "muito boas e produtivas"

O Irã desmentiu nesta terça-feira (24) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter conduzido conversas "muito boas e produtivas" com Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio

Irã desmente declarações do Donald Trump, que afirmou ter conduzido conversas "muito boas e produtivas"
MOHAMMAD BAGHER GHALIBAF — PRESIDENTE DO PARLAMENTO IRANIANO.
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O Irã desmentiu nesta terça-feira (24) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter conduzido conversas "muito boas e produtivas" com Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio — e respondeu com um novo ataque de mísseis contra Israel.


"Nenhuma negociação foi realizada com os EUA. Fake news é usada para manipular os mercados financeiros e de petróleo."
MOHAMMAD BAGHER GHALIBAF — PRESIDENTE DO PARLAMENTO IRANIANO, 23 MAR. 2026


O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi o mais contundente na negativa. Em publicação no X, ele afirmou que as informações sobre tratativas seriam falsas e serviriam para que EUA e Israel "escapem do atoleiro em que estão presos". O Ministério das Relações Exteriores reforçou a versão: a agência estatal Fars declarou não existir "nenhum contato direto ou indireto" com Trump.


Na segunda-feira (23), Trump havia anunciado no Truth Social uma pausa de cinco dias nos ataques a instalações de energia do Irã, condicionada ao "andamento das discussões". O anúncio derrubou o preço do petróleo em até 8,7% e impulsionou bolsas globais — efeito que o Irã interpretou como o real objetivo da declaração americana.


Fontes militares iranianas ouvidas pela agência Tasnim foram além: segundo elas, Trump recuou diante de ameaças militares consideradas críveis, e não por conta de avanços diplomáticos. "Trump sabe que seu arsenal militar, tanto ofensivo quanto defensivo, está em péssimas condições", disse uma das fontes, sob anonimato. O Irã teria "novas surpresas" planejadas para os próximos dias do conflito.

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Ataque a Tel Aviv

Horas após a negativa, um míssil iraniano atingiu a região central de Tel Aviv nesta terça-feira (24). A ogiva, com cerca de 100 quilos de explosivos, ultrapassou o sistema de defesa israelense e causou danos em pelo menos três prédios residenciais. Ao menos quatro pessoas ficaram feridas, segundo o serviço de emergência. A rápida reação da população — que buscou abrigo em estruturas antibombas ao ouvir as sirenes — foi apontada como fator que evitou um número maior de vítimas.


Netanyahu afirmou que Israel continuará atacando o Irã independentemente de qualquer negociação em andamento. O governo israelense também classificou o anúncio de Trump como "fake news para manipular o mercado do petróleo".


Impacto nos mercados

A divergência entre os discursos mantém os mercados em volatilidade extrema. Na segunda-feira, o simples anúncio de Trump derrubou o barril do petróleo WTI em 7,8% e o Brent em 8,7%. Com o novo ataque desta terça, analistas esperam reversão parcial das quedas. O conflito já provoca alta nos preços da gasolina nos EUA e contribuiu para a perda de 92 mil empregos no país em fevereiro — risco crescente para os republicanos nas eleições de novembro.