Abaixo-Assinado pelo Fim das Bets no Brasil

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Sobre o Abaixo-Assinado

As casas de apostas esportivas online — as chamadas bets — foram legalizadas no Brasil em 2018, durante o governo Michel Temer, por meio de uma Medida Provisória. O que era para ser uma modalidade de entretenimento regulada tornou-se, em poucos anos, uma das maiores ameaças ao orçamento das famílias brasileiras. Segundo dados do Ministério da Fazenda, as empresas do setor registraram receita bruta de R$ 37 bilhões em 2025 — considerando apenas as que recolhem tributos — e estima-se que cerca de 25 milhões de brasileiros apostam em bets, número que pode estar subestimado por falta de levantamentos oficiais. 


As bets destroem mais do que os juros

Um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School, analisou o período entre 2011 e 2025 e concluiu que as apostas esportivas online passaram a exercer um impacto superior ao dos juros e da oferta de crédito na aceleração da dívida doméstica. O coeficiente de endividamento associado às apostas é de 0,2255 — quase o dobro da soma dos efeitos dos juros ao consumidor (0,0709) e do crédito sobre a renda (0,0440) combinados. 


Quem mais perde são os mais pobres

Dados do governo federal indicam que 34% do dinheiro gasto com apostas vem das famílias das classes C, D e E. Segundo dados da consultoria PwC, nas classes C, D e E, 76% dos gastos que antes iam para o lazer e 5% dos recursos destinados à alimentação estão sendo redirecionados para as plataformas online. O perfil predominante do apostador é de homens entre 18 e 30 anos, de baixa renda, sendo que 58% deles possuem dívidas em atraso há mais de 90 dias. Aproximadamente 6 milhões de beneficiários do Bolsa Família, de um total de cerca de 20 milhões, realizam apostas eletrônicas via Pix, com gasto médio de R$ 100 — totalizando cerca de R$ 3 bilhões mensais destinados às bets.


O custo social bilionário que o Brasil não pode pagar

Uma pesquisa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Umane estima que os danos causados pelas apostas online custam ao menos R$ 38,8 bilhões por ano ao país. Esse valor inclui R$ 17 bilhões por mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões por perda de qualidade de vida com depressão, R$ 3 bilhões em tratamentos médicos, R$ 2,1 bilhões com seguro-desemprego e R$ 4,7 bilhões com encarceramento. Para efeito de comparação, R$ 38,8 bilhões representariam uma expansão de 26% no orçamento do Minha Casa, Minha Vida, ou 23% a mais no Bolsa Família. 

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Promessa vazia na aprovação

Em termos de empregos, o setor representava apenas 1.144 empregos formais segundo dados do Ministério do Trabalho. Em termos de renda, os pesquisadores estimam que, de cada R$ 291 de receita obtida pelas empresas, apenas R$ 1 se transforma em salário formal. O setor lucra com o dinheiro do povo e devolve quase nada para a sociedade.


Por esses e tantos outros motivos estamos pedindo o fim imediato da operação de plataformas de apostas esportivas online no Brasil e a proibição de publicidade de bets em qualquer meio de comunicação, incluindo redes sociais.


O contraste entre a arrecadação do setor e o custo anual estimado de R$ 38,8 bilhões revela uma conta que não fecha do ponto de vista do interesse público. Nenhuma arrecadação tributária justifica o endividamento de dezenas de milhões de famílias, o avanço do vício, o aumento dos suicídios e o esvaziamento do consumo produtivo no país.


Assine e compartilhe. Cada assinatura é um passo contra a destruição financeira de famílias brasileiras.

Atualizações

16/04/2026

Claramontenegro criou este abaixo-assinado 16/04/2026