Embraer inaugura o eVTOL, Carro Voador Brasileiro que funcionara como Uber
Embraer fez história com o voo eVTOL, um veículo elétrico de decolagem vertical, diante do presidente Lula. Financiamento público de R$ 1,8 bilhão, promete transformar a mobilidade urbana e reduzir emissões.
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No dia 25 de março, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, a Eve Air Mobility realizou com sucesso um voo demostrativo do seu protótipo de eVTOL, a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical — diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado, o presidente da ANAC e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O evento aconteceu logo após a apresentação do Gripen, o primeiro caça supersônico montado no Brasil, tornando o dia um marco duplo para a aviação nacional. A sigla significa Electric Vertical Take-Off and Landing, uma aeronave elétrica capaz de decolar e pousar na vertical, sem precisar de pista. Imagine um helicóptero silencioso, movido a bateria, mais seguro, mais barato e com zero emissão de poluentes durante o voo. É isso que a Eve está construindo.
O que é um eVTOL?
O eVTOL utiliza oito propulsores elétricos para a decolagem vertical, o que permite que opere em espaços reduzidos chamados de "vertiportos" — sem depender de aeroportos tradicionais.
Autódromo Embraer - eVTOL, Embraer - primeiro transporte aéreo urbano brasileiro
O veículo terá capacidade para cinco pessoas — piloto e quatro passageiros — além de espaço para duas malas ou quatro bagagens de mão, e conta com oito motores elétricos elevadores nas asas para o voo vertical.
Tecnologia do Brasil
Em dezembro de 2025, o eVTOL concluiu pela primeira vez um voo não tripulado, confirmando a integração de sistemas essenciais como o conceito de fly-by-wire de quinta geração e os rotores dedicados exclusivamente ao voo vertical.
Desde então, o protótipo já acumula 35 voos e quase uma hora e meia de tempo total no ar. A aeronave já atingiu 43 metros de altura e executou manobras com entradas simultâneas em três eixos — e os resultados preliminares mostram desempenho de propulsão e bateria acima das expectativas iniciais, com ruído abaixo do nível dos helicópteros.
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Presidente Lula, durante a Cerimônia de apresentação do Caça F-39 E Gripen.
Com autonomia de até 100 quilômetros por voo, o eVTOL se posiciona como uma alternativa real para a mobilidade urbana em grandes metrópoles. A proposta é que o serviço funcione como aplicativos de transporte, permitindo que usuários solicitem voos sob demanda — como um Uber, mas pelo céu.
Quando estará disponível?
O cronograma é ambicioso e detalhado. O programa de testes segue uma progressão estruturada, o primeiro voo vertical não tripulado foi concluído em dezembro de 2024; ao longo de 2025–2026, os testes continuam com expectativa de realizar voo de cruzeiro sustentado pelas asas fixas; e até 2027 está previsto o início das operações comerciais, após todas as certificações.
O programa de testes segue em 2026, incluindo a transição para o voo de cruzeiro sustentado pelas asas fixas, em trabalho conjunto com a ANAC, a FAA dos Estados Unidos e a europeia EASA.
A Eve pretende fabricar até 480 unidades por ano em sua futura fábrica em Taubaté (SP), e já tem parceria com a empresa australiana Alt Air para operar eVTOLs durante os Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032.
Com financiamento de R$ 1,2 bilhão do BNDES, a Eve desenvolverá sua unidade de produção em Taubaté (SP). Além disso, o banco anunciou em 2025 mais R$ 405,3 milhões em investimento direto na empresa. A Finep também aprovou até R$ 90 milhões em subvenção econômica para acelerar iniciativas de inovação digital e aviação sustentável. No total, o aporte público supera R$ 1,8 bilhão — uma aposta do Estado brasileiro na liderança do país nesse mercado global.
Os eVTOLs são vistos como uma alternativa sustentável para reduzir emissões no transporte urbano. Por serem elétricos, não emitem poluentes durante o voo e têm menor impacto ambiental que helicópteros, sendo parte de uma transformação mais ampla na mobilidade urbana com foco em tecnologia, eficiência e descarbonização.
O Brasil, país de megacidades com trânsito caótico como São Paulo e Rio de Janeiro, pode se tornar um dos maiores mercados — e produtores — dessa revolução aérea. A Eve não está apenas construindo um produto. Está construindo o futuro dos céus.
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