O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, declarou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa se preparar para o pior cenário diante da escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio. Segundo ele, a morte de um líder estatal é “inaceitável” e pode agravar ainda mais as tensões na região, com potencial de alastrar o conflito para outros países e grupos armados.
Amorim explicou que, ao ser questionado sobre o que significaria esse “pior cenário”, referia-se à crescente instabilidade e ao risco de propagação dos confrontos, citando o fornecimento de armamentos a grupos fora do Irã como um fator que pode intensificar a crise regional.
Ele também afirmou que ainda pretende conversar por telefone com o presidente Lula sobre o tema nesta segunda, já que a discussão com o chefe do Executivo brasileiro sobre a situação ainda não teve aprofundamento.
Representantes do Planalto indicaram que a diplomacia brasileira ainda avaliará o impacto do conflito na agenda internacional, incluindo uma possível visita de Lula a Washington para se encontrar com o presidente dos EUA mais adiante neste mês.
O governo brasileiro já emitiu notas condenando ataques e apelando por moderação, além de reforçar que negociações diplomáticas são o caminho para reduzir tensões na região.