Flávio Bolsonaro aciona Justiça para obter dados de críticos no X, mas plataforma barra pedido

A rede social X se recusou a entregar CPF, telefone e e-mail dos usuários, alegando que críticas políticas não podem ser presumidas como crime.

Flávio Bolsonaro aciona Justiça para obter dados de críticos no X, mas plataforma barra pedido
Flávio Bolsonaro tenta barrar usuários que o criticam no X.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, entrou na Justiça para obrigar a rede social X a revelar os dados pessoais de cinco perfis que publicaram críticas a ele. A ação pede informações como CPF, telefone e endereço de e-mail dos responsáveis pelas contas @crt444ph, @AbortoFavelado, @JorgeLFCoelho, @ivantuita e @opalmiery.


A defesa alegou que ele se tornou alvo de uma "campanha difamatória e caluniosa" e que o conteúdo das postagens "transcende os limites do direito à liberdade de expressão e da crítica política". A assessoria declarou que Flávio "é um defensor da liberdade de expressão" e que quer "fazer valer a lei e retirar do ar as mentiras publicadas pela esquerda".


A resposta do X:

O X respondeu à ação com uma nota em que defendeu a liberdade de expressão e repudiou o que classificou como "assédio judicial". A plataforma reconheceu que certos conteúdos podem gerar responsabilização, mas deixou claro que "não é possível presumir a ilicitude a partir da mera contundência da linguagem ou do desconforto gerado por críticas políticas".

A plataforma também argumentou que a entrega de dados sem análise minuciosa da ilicitude de cada postagem pode causar um "efeito silenciador" na sociedade. 

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"As publicações questionadas pelo autor se referem a temas amplamente debatidos na esfera pública nacional e noticiados por veículos de imprensa de grande circulação, e envolvem investigações, apurações e controvérsias que extrapolam a esfera privada do autor. De fato, a suposta associação do autor com esquemas de 'rachadinha' ou com milícias vem sendo noticiada pela mídia e debatida pelo público há anos."

"Evidentemente, manifestações que configurem ameaça, imputação sabidamente falsa de fato determinado ou abuso manifesto podem ensejar responsabilização."


O processo segue parado na Justiça do Rio após recurso da empresa. O magistrado Marcello Filho negou o pedido de segredo de Justiça, mas concedeu cinco dias para a plataforma se manifestar. Por enquanto, os perfis permanecem protegidos. 


O resultado desse processo pode estabelecer precedentes sobre até onde um político pode ir para identificar críticos nas redes sociais. Se o pedido de Flávio fosse aceito, qualquer pessoa que criticasse um parlamentar com linguagem dura, mas sem cometer crime, poderia ter seus dados entregues à assessoria do próprio criticado.