Influenciador petista tem perfil excluído após denunciar Flávio Bolsonaro
Influenciador ligado ao Partido dos Trabalhadores, que produzia conteúdo pró-PT, teve um perfil com 100 mil seguidores excluído e passou a receber diversas ameaças.
Colabore com o autor desta matéria
Selecione um valor para colaborar:
Identificação (Opcional)
Seus dados nos ajudam a saber quem apoia nosso trabalho.
Escolha o método
Processando...
Valor
A página "Aslo Digital", administrada pelo influenciador digital Bruno Marinz, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi desativada repentinamente pelo Instagram sem que o proprietário recebesse qualquer aviso prévio da plataforma. A remoção ocorreu em um momento sensível: dias após Marinz ter lançado um abaixo-assinado público denunciando o que chamou de campanha eleitoral antecipada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A conta era voltada à produção de conteúdo de viés progressista, com publicações relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes e críticas frequentes à família Bolsonaro. A página acumulava seguidores engajados e funcionava como espaço de articulação política e informativa.
"Flávio Bolsonaro cometeu cometido campanha antecipada ao menos seis vezes consecutivas — denunciamos ao TSE e logo depois vieram as ameaças"
Selecione um valor para colaborar:
Identificação (Opcional)
Seus dados nos ajudam a saber quem apoia nosso trabalho.
Escolha o método
Processando...
Valor
Como pagar?
- Acesse o app do seu banco.
- Vá até Pix Copia e Cola.
- Cole o Pix e confirme o pagamento.
Agradecemos pela sua colaboração!
Sua contribuição foi confirmada com sucesso. Ela é fundamental para manter este canal ativo e fortalecer o nosso trabalho.
Que tal fazer parte do nosso grupo no WhatsApp e acompanhar todas as novidades?
ENTRAR NO GRUPO DO WHATSAPPO abaixo-assinado criado por Marinz apontava que o senador Flávio Bolsonaro teria realizado campanha eleitoral antecipada em pelo menos seis ocasiões distintas, em suposta violação às normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento circulou nas redes e teria atraído reações hostis. Pouco depois, segundo o influenciador, seu perfil pessoal no Instagram começou a receber ameaças diretas.
A sequência dos eventos — denúncia política, ameaças, desativação da conta — levantou suspeitas entre apoiadores e observadores do cenário digital brasileiro. O que mais chamou atenção foi a ausência de qualquer comunicação por parte do Instagram antes da remoção. A política padrão da Meta prevê o envio de notificações ao usuário em casos de violações às diretrizes da comunidade, com possibilidade de contestação antes de qualquer punição definitiva.
A Meta, empresa controladora do Instagram e do Facebook, possui mecanismos de denúncia em massa que podem acionar revisões automáticas de conteúdo. Pesquisadores de desinformação já documentaram casos em que campanhas coordenadas de denúncias resultaram na remoção temporária ou permanente de contas, independentemente do mérito das queixas.
A ausência de aviso prévio contraria a política declarada da própria plataforma — e é justamente esse ponto que alimenta as suspeitas de interferência externa.