Governo argentino planeja enviar tropas para apoiar os Estados Unidos, com salário de R$ R$ 2.577.
Segundo militares, a Argentina não dispõe de “condições técnicas nem operacionais”, enquanto recrutas recebem cerca de 600 mil pesos (R$ 2.200).
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O governo da Argentina sinalizou, na quarta-feira (18/3), que pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos no conflito contra o Irã. A declaração foi feita pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo. Segundo ele, a decisão dependeria de um pedido formal de Washington.
Lanari acrescentou que não sabe se houve pedido formal por parte do governo norte-americano. A declaração foi interpretada como mais um sinal do alinhamento da atual gestão argentina com Washington e Tel Aviv.
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ENTRAR NO GRUPO DO WHATSAPPO chefe de Gabinete, Manuel Adorni, tentou atenuar as palavras de Milei, afirmando: "Não participamos da guerra, mas sim de um apoio, de uma filosofia e de um alinhamento com os Estados Unidos e Israel contra um regime que ameaça a estabilidade internacional."
O presidente Javier Milei, já classificou o Irã como “nosso inimigo” em eventos em Nova York, já declarou acreditar na vitória de EUA e Israel na guerra contra o regime persa e planeja transferir a embaixada argentina em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
Nos bastidores, porém, fontes das Forças Armadas e do Ministério da Defesa relativizam a hipótese de envio de tropas ou navios argentinos ao Estreito de Ormuz, ponto central da tensão com o Irã.
Mas os militares ouvidos pela imprensa argentina avaliam que o país não estaria em “condições técnicas nem operacionais” de participar de uma operação desse porte. Lembram ainda que, na Guerra do Golfo dos anos 1990, quando o presidente Carlos Menem enviou quatro navios à região, a missão ocorreu sob mandato da ONU e com ampla coalizão internacional.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal Clarín, a prioridade atual é lidar com problemas internos, como a falta de recursos na área militar. Um oficial citou o exemplo de que pilotos que devem operar os caças F-16 ganham cerca de 1,2 milhão de pesos (R$ 4.500), enquanto novos recrutas recebem em torno de 600 mil pesos (R$ 2.200).
Além do fator operacional, os militares chamam atenção para o risco político e de segurança de entrar num confronto aberto no Oriente Médio sem o “guarda-chuva” da ONU. Segundo um militar ouvido pelo Clarín, uma intervenção hoje significaria escolher um lado diretamente contra o Irã, assumindo não só a possibilidade de baixas em combate, como também de transformar o território argentino em alvo potencial de ataques terroristas.
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