As marcas da lama nas ruas de Juiz de Fora e Ubá, Minas Gerais, até o momento, 26 de fevereiro, revelam mais do que a força das chuvas: mostram também o rastro de uma irresponsabilidade financeira nas contas públicas de Minas Gerais, uma vergonha para o governo Zema, que pretende ser candidato à Presidência do Brasil.
Dados extraídos do Portal da Transparência do Estado de Minas Gerais mostram que, mesmo com o clima mais severo e uma previsão clara de desastre, o governo simplesmente resolveu cortar mais de 96% do investimento destinado ao combate de desastres naturais e enchentes em Minas. Esse corte drástico hoje cobra seu preço em vidas e infraestrutura destruída.
Dados oficiais do Portal da Transparência do próprio Romeu Zema mostram queda brusca dos gastos do Governo de Minas Gerais com infraestrutura de combate a desastres naturais (chuvas e enchentes) nos últimos anos. Segundo o Portal da Transparência de MG, as despesas caíram de cerca de R$ 135 milhões em 2023 para apenas R$ 6 milhões em 2025, redução de 96%. Em termos absolutos, foram gastos aproximadamente R$ 134,8 milhões em 2023, R$ 41,1 milhões em 2024 e R$ 5,8 milhões em 2025 nessa área.
Nos dois primeiros meses de 2026, até 24/02, apenas R$ 16,1 mil foram empenhados para o enfrentamento de temporais. Esse número é vergonhoso.
Mas, para a população mineira atingida, o governo Lula não se rebaixou a tal nível. Após as tragédias de fevereiro de 2026 na Zona da Mata, o governo federal, sob a liderança de Lula e Alckmin, decretou estado de calamidade em Juiz de Fora (publicado em 24/02/2026) e liberou repasses emergenciais.
Em 24/02/2026, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou o repasse de R$ 800 por pessoa desabrigada às prefeituras das cidades afetadas. Esses recursos (via Ministério do Desenvolvimento Social) destinam-se à compra de colchões, mantimentos, roupas etc. Além dos valores, o governo também confirmou a antecipação de pagamentos do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às famílias atingidas.
O governo federal também liberou o saque-calamaridade do FGTS para trabalhadores residentes em áreas reconhecidas. Municípios como Juiz de Fora abriram cadastro para que moradores afetados possam retirar até R$ 6.220 de suas contas vinculadas ao FGTS. Essa medida segue regras federais de emergência e complementa o auxílio financeiro às vítimas.
Além do auxílio direto às pessoas, o Ministério da Integração autorizou repasses extraordinários a municípios mineiros. Por exemplo, em 20/02/2026 foi publicada portaria autorizando R$ 1.788.055,34 para ações de resposta em oito municípios de MG (e RS) afetados por desastres — incluindo R$ 824.564,35 para Campos Altos/MG e R$ 179.205,60 para Cotriguaçu/MG.
O governo federal também mobilizou recursos do Ministério da Saúde (carretas de saúde itinerantes, kits médicos, Força Nacional do SUS etc.) e apoio das Forças Armadas no socorro às vítimas.