Moraes pede à PGR inclusão de Moro no inquérito das milícias digitais

Alexandre de Moraes pede à PGR para investigar Sergio Moro por questionar legitimidade da eleição de Lula. Dep. Lindbergh Farias (PT) acusa Moro de participar de estratégia de desinformação contra a democracia.

Moraes pede à PGR inclusão de Moro no inquérito das milícias digitais
Sérgio Moro, ex-juiz federal conhecido pela Lava Jato
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O ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República, na última quinta-feira (26), um pedido do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para investigar declarações do senador Sergio Moro (PL-PR) e incluí-lo no Inquérito das Milícias Digitais.

O gatilho foi uma fala de Moro durante sua cerimônia de filiação ao PL. Na ocasião, ao lado do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Moro afirmou que Lula "não é nosso" e foi eleito "entre aspas" — colocando em dúvida, sem provas, a legitimidade das eleições de 2022.


Senador Sergio Moro durante sua filiação ao PL (Partido Liberal) • Reprodução/Partido LiberalSenador Sergio Moro durante sua filiação ao PL (Partido Liberal) • Reprodução/Partido Liberal


Na representação protocolada no STF, Lindbergh argumenta que a fala de Moro integra a mesma estratégia de desinformação que, antes do 8 de janeiro de 2023, atacou o sistema eleitoral, as urnas eletrônicas e a legitimidade do voto popular. Na petição, Lindbergh sustenta que, ao insinuar, sem suporte fático, que o resultado da eleição presidencial de 2022 seria ilegítimo, a manifestação 


"atua diretamente sobre a credibilidade do sistema eletrônico de votação, sobre a regularidade da apuração e sobre a autoridade constitucional da Justiça Eleitoral com incidência no núcleo de proteção da normalidade democrática." 


O deputado argumenta ainda que a insistência em desacreditar a eleição de 2022 não marca apenas uma visita ao passado, mas produz efeitos sobre o presente e prepara o terreno para o futuro, "ao manter em circulação o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional." Para Lindbergh, "reabrir essa narrativa é manter viva a ofensiva antidemocrática contra a soberania popular."

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O Inquérito das Milícias Digitais

O Inquérito das Milícias Digitais, registrado como INQ 4.874/DF, foi protocolado em 2 de julho de 2021, tem origem no Distrito Federal e é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. A investigação foi instaurada a partir de indícios e provas da existência de uma organização criminosa com forte atuação digital, que se articularia em quatro núcleos distintos — político, de produção, de publicação e de financiamento —, com a finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito no país. 


O inquérito apresenta conexão direta com outros procedimentos do STF, como o Inquérito das Fake News (INQ 4.781), os inquéritos sobre os atos do 8 de janeiro de 2023 (INQs 4.920, 4.921, 4.922 e 4.923) e a investigação sobre o uso da Abin (PET 11.108). Entre os investigados ao longo do processo já figuraram políticos, blogueiros e influenciadores bolsonaristas. Em 2024, o próprio Elon Musk, dono da rede social X, foi incluído no inquérito por supostamente instigar condutas criminosas praticadas pelas milícias digitais e tentar impactar ilegalmente a opinião pública. 


O inquérito já foi prorrogado por 90 dias diversas vezes desde sua abertura, com Moraes justificando em cada decisão a existência de diligências em andamento.


A PGR terá prazo de cinco dias para se manifestar. Somente após esse parecer o STF poderá avaliar se há base para avançar com a inclusão do senador no inquérito. Depois disso, Moraes poderá decidir pela abertura de investigação, arquivamento do pedido ou solicitação de novas diligências.