União Europeia aprova acordo Mercosul–UE após 25 anos de negociações
A decisão encerra mais de duas décadas de negociações e reposiciona o Brasil no comércio global ao ampliar o acesso a mercados europeus, fortalecer o agronegócio e criar condições para modernização industrial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou o avanço como “dia histórico para o multilateralismo”, destacando os ganhos mútuos para os dois blocos. Mas o tratado também provocou forte reação de setores europeus: agricultores realizaram protestos em vários países temendo concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, e a França, maior produtora agrícola da UE, acabou votando contra.
Especialistas destacam que o Brasil está em fase de renovação de seu parque industrial e precisará importar máquinas e tecnologias europeias para modernizar a produção. Segundo estudo do Ipea, o pacto pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040 (cerca de US$ 9,3 bilhões em ganhos acumulados), superando os ganhos projetados para a UE. O economista da Eurochambers Brasil ressalta que o efeito do tratado será ganha-ganha: “o pacto representa ganhos mútuos entre os blocos econômicos”, estendendo benefícios além do agronegócio para setores como o farmacêutico, tecnológico e de maquinário.
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Indústria modernizada: importação facilitada de maquinário e tecnologia da UE, ajudando a modernizar setores industriais brasileiros.
Diversificação comercial: o acordo oferece ao Brasil alternativa de exportação e parceria estratégica, reduzindo dependência de mercados como a China.
Economia em crescimento: mesmo considerando importações maiores, prevê-se impacto positivo na economia nacional – além do PIB, aumentos de investimento serão estimulados pela maior previsibilidade e acesso a novos mercados.