Magnata da mídia Jimmy Lai é condenado por crimes contra a segurança nacional em Hong Kong
O bilionário Jimmy Lai, conhecido por seu apoio ao movimento pró-democracia em Hong Kong, foi condenado por conluio com forças estrangeiras e enfrenta prisão perpétua.
O magnata da mídia **Jimmy Lai**, 78, foi condenado por crimes contra a segurança nacional em Hong Kong e enfrenta prisão perpétua. A decisão do Supremo Tribunal de Hong Kong, divulgada na segunda-feira (15/12), afirma que Lai nutria um "ódio raivoso" ao Partido Comunista Chinês e buscava mudar os valores do partido para os do mundo ocidental.
Lai, um dos principais apoiadores do movimento pró-democracia em Hong Kong, sempre negou as acusações. Ele argumentava que defendia os valores de Hong Kong, como o Estado de Direito, liberdade de expressão e democracia.
A condenação marca o fim de uma trajetória marcada pela luta pela liberdade e democracia na região administrativa especial chinesa. Lai, que fugiu da China continental aos 12 anos, encontrou em Hong Kong uma oportunidade de sucesso e voz. Ele fundou o jornal Apple Daily, que se tornou um dos mais populares da cidade, conhecido por sua linha editorial crítica ao governo chinês.
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Durante os protestos pró-democracia de 2019, Lai esteve na linha de frente, usando seu jornal para amplificar as vozes dos manifestantes. Isso o colocou no centro das atenções do governo chinês, que impôs a Lei de Segurança Nacional em 2020, criminalizando atos considerados subversivos.
A condenação de Lai foi saudada pelo chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, que afirmou que o jornal de Lai havia "criado conflitos sociais de forma irresponsável" e "glorificado a violência". A lei, acrescentou, não permite que alguém prejudique o país "sob o pretexto de direitos humanos, democracia e liberdade".
Lai, que é diabético, tem sido alvo de preocupações sobre sua saúde na prisão. Sua família e apoiadores pedem sua libertação, mas até o momento os apelos foram rejeitados.