Debate sobre pressões externas na liquidação do Banco Master é reacendido

Nota do sindicato do Banco Central destaca importância da estabilidade funcional para resistir a interferências no caso Master.

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A controvérsia em torno da liquidação do Banco Master ganhou um novo capítulo com a manifestação do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central em São Paulo (Sinal-SP). Em nota divulgada na segunda-feira (22), o sindicato ressaltou a importância da estabilidade funcional dos técnicos da autoridade monetária para resistir a “ingerências e pressões externas”.

O comunicado surge no contexto das recentes revelações sobre contatos entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o caso do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Moraes negou em três notas distintas que tenha tratado do Banco Master nas conversas com Galípolo. Inicialmente, mencionou apenas reuniões genéricas. No entanto, após a divulgação de telefonemas entre eles, o ministro especificou que os encontros ocorreram em 14 de agosto e 30 de setembro, abordando exclusivamente as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele e sua esposa.

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O Sinal-SP, embora não detalhe uma suposta interferência de Moraes, afirma acompanhar atentamente as manifestações do TCU e do STF sobre a liquidação do Banco Master. A entidade reafirma sua confiança na atuação técnica e responsável dos servidores do Banco Central, destacando que a decisão foi baseada em critérios legais e prudenciais para proteger o Sistema Financeiro Nacional.

A nota enfatiza que o episódio ressalta a vital importância do Regime Jurídico Único e da estabilidade funcional dos servidores do Banco Central. Essas garantias são vistas como essenciais para que decisões sensíveis sejam tomadas com autonomia e fundamentação técnica, protegendo o interesse público e fortalecendo as instituições de Estado.

Na última sexta-feira (19), o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, cobrou explicações do Banco Central, sugerindo que a liquidação do Banco Master pode ter sido precipitada.